Leituras do Mês | Março 2018

Olá!

Mais um mês vai chegando ao fim; é hora de resenhar os livros lidos e preparar a mente para os que virão.

capa

Confira agora AS RESENHA DAS MINHAS LEITURAS DE MARÇO!

Esse mês li três livros escritos por AUTORAS! Olha que maravilha! #GirlPower

São eles:

  • More Than We Can Tell – BRIGID KEMMERER
  • When We Collided – EMERY LORD
  • As Três Marias – RACHEL DE QUEIROZ

More Than We Can Tell – BRIGID KEMMERER

Título original: More Than We Can Tell, de 2018.

Versão lida: Em inglês, Editora Bloomsbury, 2018, livro digital pelo KINDLE AMAZON.

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A autora

Há poucas informações sobre Brigid Kemmerer online. Sabe-se que ela é de Nebraska nos EUA, e mora em Maryland com o marido e quatro filhos.

Seu romance AOS PERDIDOS, COM AMOR é o primeiro lançado em português no Brasil, e é o livro que antecede MORE THAN WE CAN TELL. Ela escreveu também THICKER THAN WATER, 2015, um romance paranormal New Adult, e a série ELEMENTAL, 2012, que conta com cinco livros e três contos. A série também fala de elementos paranormais e romance.

O livro

Esse livro foi lançado oficialmente dia 8 desse mês, e estive contando os segundos para poder colocar minhas mãos nele. Por ser uma sequência de uma de minhas leituras de JANEIRO, a estória original ainda estava bem fresca na memória, permitindo que eu me deliciasse ainda mais com o segundo título.

Infelizmente ainda não há versão traduzida para o português, mas enquanto espera você pode ler o primeiro livro da série, AOS PERDIDOS COM AMOR, que resenhei nas minhas LEITURAS DE JANEIRO.

Vamos falar da estória. No primeiro livro Rev, o personagem central de MORE THAN WE CAN TELL é apenas o melhor amigo de Declan, o herói de AOS PERDIDOS COM AMOR. Nesse livro Rev se torna o herói, e nos aprofundamos mais em sua jornada, enquanto a estória caminha para todos os personagens, conhecidos e novos.

Somos apresentados a Emma, a nova heroína. Ela não aparece no primeiro livro, e aqui ganha muitas e muitas páginas, por ser o contraponto perfeito para Rev. Os dois frequentam a mesma escola de ensino médio, e enfrentam separadamente seus próprios traumas e conflitos, antes que se conheçam e passem a dividir suas dores.

Há uma ruptura grosseira na vida de Emma que a faz questionar a tudo, inclusive a si mesma, ainda que muito talentosa e dona de uma personalidade cativante, a menina deixe de viver dias comuns para lidar com problemas familiares e desilusões em todas as suas relações.

Rev, que no primeiro livro já havia revelado ter sido adotado pelos pais após ser resgatado do pai que o torturava psicológica e fisicamente, agora tem que lidar com o retorno da presença do pai abusivo em sua vida, algo que o transtorna completamente, o faz questionar sua própria personalidade e duvidar de sua capacidade de seguir em frente e deixar os traumas do passado para trás.

Rev e Emma se encontram no momento em que nenhum dos dois tem mais ninguém com quem contar, e por causa de sua atração imediata, decidem permitir que haja confiança entre eles, e que isso se desenvolva numa amizade confusa e cheia de nuances.

O que mais me agradou no livro foi o desenvolvimento pessoal de ambos, Rev e Emma, individualmente. Apesar de sua relação ser fofa e muito envolvente, foi a profundidade do conflito humano que me cativou. É tão doloroso e ao mesmo tempo lindo poder observar o processo de entendimento pelo qual passa uma pessoa que sofreu o que Rev sofreu, e como o passar do tempo e a influência de certas pessoas pode promover uma virada completa na vida de uma pessoa.

Com Emma, a questão é mais o amadurecer de uma menina, o aprendizado sobre a vida e sobre si mesma, e como lidar com os percalços inevitáveis do caminho.

A autora mais uma vez convence, encanta e te agarra com tudo, e não te deixa ir até que você vire a última página (mesmo que digital!) do livro.

Espero que haja mais continuações para os personagens, apesar de não haver confirmações ou mesmo rumores sobre o assunto. Leitura recomendadíssima.


When We Collided – EMERY LORD

Título original: When We Collided, de 2016.

Versão lida: Em inglês, Editora Bloomsbury, 2016. (Não há versão em português ainda)

2

A autora

Emery Lord é norte-americana, escreve romances Young Adult e já lançou quatro títulos, dos quais apenas um foi traduzido para o português, chamado QUERIA QUE VOCÊ ME VISSE (The Start Of Me And You).

O livro

Comprei esse livro depois de ler a sinopse, entre as prateleiras da livraria. Não conhecia a autora mas me apaixonei pela capa. Faz muito o meu tipo de chicklit.

Os capítulos são divididos, dando aos dois personagens centrais cada um a sua oportunidade de contar a sua perspectiva do que está acontecendo. Vivi e Jonah são adolescentes de 17 anos que se encontram e imediatamente entendem que algo de importante precisa acontecer entre eles.

Vivi, com sua perspicácia aguçada, decide que terá esse garoto para si, e o resto é só detalhe. E Jonah se sente atraído por ela no ato, compreendendo que a presença dela em sua vida parece agregar valor nas vidas de seus irmãos e irmãs também.

Há uma linda história de amor adolescente que se estabelece logo nas primeiras páginas, mas esse é só o pano de fundo para os dramas reais na vida de cada um.

Jonah perdeu o pai, e sua mãe ainda não conseguiu parar de sofrer com a perda, então os filhos mais velhos (eles são 6) tem que se virar para tomar conta do lar, de si mesmos e dos mais novos. Há uma luta constante, uma dor adormecida que aparece em momentos pontuais, e o crescimento e amadurecimento de um garoto com o coração de ouro. Jonah facilmente se torna seu favorito, e quanto mais se lê sobre ele, mais o amamos.

Vivi, apesar de borbulhante e energética, carrega consigo segredos e traumas, além de sentimentos confusos com relação a si mesma, sua mãe e o mundo a sua volta. Sua imagem colorida e personalidade gritante são puro entretenimento, e por mais que ela tenha efeitos positivos em todos a sua volta, é bem latente a necessidade que ela tem de manter a máscara, e como leitor você fica na expectativa de descobrir quando é que a máscara vai cair.

Em certos momentos, a juventude dos dois se torna o aspecto mais importante da cena, mas na maioria do tempo Jonah e Vivi agem com maturidade muito além de seus poucos anos, e isso foi a única coisa que me deixou um tantinho frustrada.

É preciso muito cuidado ao dar voz a adolescentes em romances como esse. Vide John Green, o dono da bola nesse particular jogo de futebol.

A escrita, no entanto, faz um ótimo trabalho em definir a personalidade dos dois, e quando se trata de Jonah, especialmente, há uma vibe muito honesta de garoto de 17 anos que não te deixa na mão. É um personagem muito sólido, convincente.

A ambientação é um caso a parte, por causa da habilidade da autora de descrever locações e sentimentos usando comparações muito imaginativas, e expressões muito atuais. Gostei muito do estilo de escrita dela.

O final é honesto e bem escrito. Durante toda a leitura você se apaixona e tem seu coração partido mil vezes, e é assim que deve ser um bom livro YA Chicklit.

Super indicado.


As Três Marias – RACHEL DE QUEIROZ

Título original: AS TRÊS MARIAS, de 1939.

Versão lida: Em português brasileiro original, Editora José Olympio, 2017. Edição exclusiva para a caixa de assinaturas TAG. 

3

A autora

Rachel de Queiroz (1910-2003) foi uma grande escritora, jornalista, tradutora e dramaturga brasileira. Ganhou diversos prêmios, dentre eles o “Prêmio Camões” (1993), sendo portanto, a primeira mulher a recebê-lo.
Além disso, foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, em 1977.
Dada sua importância para a literatura nacional, em 2003 foi inaugurado o “Centro Cultural Rachel de Queiroz” em Quixadá (CE), cidade em que Rachel viveu.

Fonte: todamateria.com.br

O livro

A autora desse belo livro nacional tem uma linguagem extremamente sua que é instigante desde a primeira página. Por não conhecer seu trabalho, a forma como ela escreve foi uma verdadeira experiência literária em si.

As personagens centrais, apesar de pouco exploradas exceto por Guta – Maria Augusta – são distintas, únicas e muito interessantes. O ambiente onde se relacionam no primeiro ato do livro, um colégio de freiras, permite que muitas conversas sussurradas aconteçam, mas principalmente, que haja muito espaço para observação por parte de Guta.

A menina, e depois jovem moça, descreve o mundo a sua volta com uma honestidade de doer, que faz a gente pensar em como o hábito de observar a vida hoje em dia nunca conta com tamanha verdade, todos acostumados a nos moldar diante das câmeras como estamos.

No segundo ato, quando Guta e suas amigas já estão crescidas e vivendo no mundo real, a ambientação continua linda, porém a narrativa toma um interesse maior em descrever suas divagações particulares e sentimentos quanto a tudo. Acho que isso casa com a ideia de estar vendo o mundo pelos olhos de uma criança, e depois de uma moça de vinte anos.

Apesar de haver muitos personagens secundários que ganham momentos de estrelato ao serem notados por Guta, sua jornada particular é o foco do livro, o que o torna ainda mais pessoal e verdadeiro.

Assim como se pudéssemos olhar através de uma janela para o Brasil do início do século, há uma satisfação em não exatamente reconhecer a vida dos brasileiros nesse tempo, mas não necessariamente desconhecer também. Há uma familiaridade, talvez tenha sido só eu e minhas experiências particulares, que te coloca bem ao lado de Guta, tomando bondes e caminhando pelas praias desertas num Rio de Janeiro que já não vive mais do mesmo jeito.

Por se tratar de uma autora nordestina, e de personagens nordestinos, há um carinho todo especial reservado no meu coração para os cuidados que a autora tomou com manter essa identidade viva nas páginas, mesmo quando já estamos vivendo no Rio com Guta, longe de seu passado no interior do Ceará.

Esse belo clássico está muito recomendado aqui no blog, e sua leitura enriquece até mesmo, do meu ponto de vista, nossa brasilidade, coisa que nunca faz mal reforçar.


Obrigada pela visita, e espero que se inscreva no site para receber atualizações do blog! Minhas redes sociais estão linkadas ao lado, onde há sempre atualizações.

Até a próxima.

XO, Ana. 


Conheça meus romances cômicos e apoie uma autora nacional independente!

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