Livro X Filme | Trilogia 50 Tons

Olá!
Em mais um post da série LIVRO X FILME, vamos analisar OS TRÊS LIVROS 50 TONS X OS TRÊS FILMES!

capa

O último filme da trilogia chegou aos cinemas em 2018, e agora podemos colocar os livros contra os filmes num embate para descobrir qual das mídias venceu no quesito entretenimento.

TRILOGIA 50 TONS | LIVROS X FILMES!


LIVROS

A trilogia 50 Tons é formada pelos seguintes títulos:

  • Cinquenta Tons De Cinza – FIFTY SHADES OF GRAY (2012)
  • Cinquenta Tons Mais Escuros – FIFTY SHADES DARKER
  • Cinquenta Tons De Liberdade – FIFTY SHADES FREED

A autora E. L. James é britânica, e seus romances estão na categoria dos romances eróticos. Foram lançados como trilogia e transformados em filmes de grande sucesso nos cinemas principalmente entre os fãs dos livros.

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Nessa trilogia acompanhamos a estória de Anastásia, uma estudante prestes a se formar na faculdade, que por acaso conhece um homem muito poderoso da indústria de Seattle do qual pouco se sabe, Christian Grey. Ele se interessa por ela de imediato, e ao se aproximarem Ana, como gosta de ser chamada, é apresentada ao mundo do sexo sadomasoquista, ou seja, atividade sexual que envolve regras de submissão e punições como forma de prazer. 

Mesmo não tendo nenhuma experiência com relacionamentos adultos, Ana decide arriscar-se pelas aventuras sexuais ensinadas a ela por Christian, que costuma firmar contratos com suas parceiras onde especifica o tipo de comportamento aceitável, e o fato de quem são proibidas de revelar esse fato sobre sua intimidade para qualquer pessoa.

Em meio a muitas cenas eróticas altamente descritivas e gráficas, há uma estória de amor que se desenvolve aos poucos, conforme são revelados pequenos segredos do passado de Christian que explicam um pouco sobre seu comportamento e suas necessidades sexuais únicas.

Ao longo dos três livros o casal se descobre, se separa e depois se reencontra para finalmente ficarem juntos, porém esses livros são muito mais sobre a jornada do que sobre o destino final. 

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E. L. James

É verdade que há uma limitação a profundidade que pode ser atingida num romance como esse, onde o foco da escrita tem que ser dividido entre vários fatores garantidores do sucesso da fórmula mágica, e não apenas no desenvolvimento dos personagens em si.

Mas guardadas as devidas proporções, pode-se dizer que no vasto universo que é o gênero literário dos romances eróticos – gênero esse que cresceu assustadoramente durante o auge do lançamento dos livros e do primeiro filme – há sim aqueles romances que se destacam quando o assunto é explorar os personagens e a estória em si, com um pouco mais de afinco do que apenas para servir de muleta para as páginas descritivas de sexo.

Dito isso, não é possível desassociar o conteúdo adulto do resto, pelo contrário, sua codependência é fator determinante.

Porém não acho correto diminuir um trabalho que agrega sim muito valor ao gênero, e aos fãs que se sentiram entretidos pela leitura.  Há valor naquilo que entretém, que serve como diversão para que nem tudo na vida seja levado tão a sério. A importância da leitura dos grandes clássicos da humanidade jamais será colocada em discussão, porém, um livro como esse para se distrair por alguns minutos e exercitar a imaginação não deixa de ter seu valor e importância.

E quanto ao caráter associativo, com relação a exemplos negativos para mulheres ou algo do tipo, assunto que até hoje gera discussão e deixa muita gente insatisfeita com quem apoia a leitura da trilogia, digo que esses livros são escritos para adultos, capazes de definir eles próprios seus padrões e valores, e que se a leitura de um romance erótico é capaz de te fazer questionar todo o seu sistema de valores e aquilo que é certo ou errado para você, então seus problemas são muito maiores do que você pensa.

A leitura é rápida, despretensiosa e instigante. Aproveite.


FILMES

Os três filmes foram lançados em 2015, 2017 e 2018, e foram dirigidos por Sam Taylor-Wood e estrelados por Dakota Johnson como Anastasia e Jamie Dornan como Christian. 

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Quando da estreia do primeiro filme nos cinemas, havia muita expectativa quanto as cenas de sexo, o quão parecidas com as cenas descritas no livro elas poderiam ser, afinal, tratava-se de um filme com classificação indicativa adulta, porém longe de ser um filme pornô.

Apesar de muitas idas e vindas dos criadores com relação a verossimilhança entre o filme e o livro, ficou decidido que certas liberdades seriam tomadas para que o filme tivesse condições de passar nas salas de cinema do mundo todo.

Para quem não leu os livros, trata-se de um romance com muitas cenas apimentadas e  nudez, mas para quem assim como eu, leu os livros antes de ver os filmes, é mais correto afirmar que os filmes não passam de uma versão mais leve e lavada do que realmente se passa nas páginas escritas.

Como acompanhamos os livros através dos olhos da heroína, tudo que ela pensa e sente é descrito com riqueza de detalhes, e os momentos íntimos entre o casal se tonam um verdadeiro estudo da sexualidade humana na prática.

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Dakota Johnson e Jamie Dornan

O nível de intimidade que os dois atingem entre quatro paredes pode ser classificado como único dentre os romances eróticos da atualidade, pelo menos do que eu tenho conhecimento – que confesso não são muitos porque o gênero não é dos meus favoritos.

Com relação a intimidade em outras áreas que não na sexual, é ai que toda a trama mais peca.

Por mais que o desejo da heroína seja adentrar os escuros labirintos da mente de Christian, descobrir sobre seu passado e ajudá-lo a compreender o presente para garantir um futuro juntos, seus esforços se tornam inúteis quando colocados contra o muro solitário e indecifrável que é Christian.

Na tentativa da autora de criar um personagem complexo e profundamente traumatizado, ela falha em dar dimensão ao mesmo, e nos entrega dois Christians separados por capítulos e as vezes por parágrafos.

O Christian feito de pedra, frio e calculista com uma mente desenhada para a psicopatia, e o Christian desnudo, menino, que procura ele mesmo compreender o que pode ser feito para desanuviar sua mente complexada e pervertida.

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Sam Taylor-Wood

No filmes essa situação piora mil vezes mais. Se com centenas de páginas o personagem falhou em mostrar sua verdadeira faceta, nas telonas Christian não passa de um homem bonito, misterioso e sedutor. Suas dores e complexidades já escassas no texto deixam de existir nas mãos de Jamie Dornan, infelizmente. 

Se a leitura da trilogia causou algum impacto para – em sua maioria – leitoras do mundo todo, com os filmes o efeito se torna mais brando, morno. Recebemos no fim das contas três filmes bonitinhos, feitos ao modelo feijão com arroz que Hollywood insiste em reutilizar, e com pouquíssimos momentos que justificam nossa atenção; fora as cenas de sexo que por sua vez, ilustram nada mais nada menos do que um casal apaixonado se descobrindo entre quatro paredes, algo que acontece todos os dias o tempo todo, e continua a encantar mulheres por ser uma demonstração clara do auge de um relacionamento que no fundo, todas – se me permito a generalização – ainda sonham em um dia poder viver.


Leia AQUI minha crítica do filme Cinquenta Tons Mais Escuros no site de cinema AQUELA VELHA ONDA.COM


Muito obrigada pela visita, espero que tenha curtido a leitura. Siga o blog para receber notificações sobre matérias novas por aqui!

Até a próxima.

XO, Ana. 


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Leia a sinopse e os primeiros capítulos AQUI!

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2 comentários sobre “Livro X Filme | Trilogia 50 Tons

  1. O que mais me decepcionou, na verdade, foi a escolha do elenco…
    Várias vezes no livro, os personagens principais forma descritos em detalhes, seus atributos físicos e características importantes para contar a história e não somente pela beleza dos mesmos.
    Achei que ficou muito discrepante o que foi descritor nos livros do que vemos nas telas… Principalmente em relação ao Grey.
    Isso me atrapalhou um pouco a comprar a ideia do filme, porque por 3 livros fomos apresentados a uma pessoa e quando chegou o momento de ver na tela, vimos outra.
    No geral, acho que tanto os livros quanto os filmes, são produções que temos que apreciar com a “mente aberta” no sentido de sabermos que não se trata de uma obra profunda e existencial e sim um entretenimento “leve”…

    Abraço!

    Curtido por 1 pessoa

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