Resenha | Um Caso Perdido

Olá!
Esse post faz parte das minhas LEITURAS DE MAIO 2018.

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Continue lendo para conferir a RESENHA COMPLETA!


UM CASO PERDIDO – Colleen Hoover

Título original: HOPELESS, 2012.
Versão lida: Em inglês original, editora Atria PAPERBACK, 2013.

A Autora

Colleen Hoover

Colleen Hoover, é uma autora best-seller do New York Times, escreveu 11 romances e 5 novelas. É autora das séries Slammed e Hopeless. Outros de seus romances, a série NUNCA JAMAIS foi resenhada aqui no blog.

O Livro

Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras.

Sky nunca sentiu verdadeira atração por nenhum dos muitos garotos com quem esteve. Após anos estudando em casa, convence sua mãe a fazer o último ano letivo na escola. É quando conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a sua.

Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las.

Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.

Depois de ler a trilogia NUNCA JAMAIS, co-escrita por Collen Hoover, fiquei curiosa para conhecer mais do trabalho da autora. Encomendei então os dois livros da série Hopeless, e quando recebi o primeiro logo no início de maio, resolvi partir para a leitura.

Estou escrevendo essa resenha antes de ler o segundo livro da série, ou seja, meu julgamento não foi afetado pelo outro romance, apesar de saber que trata-se de uma recontagem da mesma história, mas só que do ponto de vista do herói, e não da heroína. Enfim, veremos.

Comecemos com os fatos básicos. Sky, a heroína da nossa trama, é uma menina de 17 anos bem fora do usual. Foi adotada pela mãe com cinco anos de idade, não tem permissão para utilizar tecnologia, nem mesmo assistir TV, e foi educada até então em casa, nunca frequentando uma escola. Tem apenas uma amiga, sua vizinha, que está se preparando para deixar o país e estudar fora por seis meses, logo quando finalmente conseguiram convencer a mãe adotiva a deixar Sky cursar o último ano de ensino médio na escola local.

Sky então inicia esse ano escolar com nenhum amigo, se sentindo como um peixe fora d’água, cercada de garotos com os quais já trocou beijos e carícias mas pelos quais nada sentiu. Faz apenas um amigo, e sente-se retraída pelos apelidos maldosos que lhe são imediatamente atribuídos por causa de sua fama de fácil.

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Dean Holder costumava morar a dois quarteirões da casa de Sky sem nunca a ter visto, e depois de um tempo longe da cidade, retorna para terminar o último ano de colégio. Ele sofreu uma grande tragédia na família, e só depois de muitos meses se sente preparado para encarar novamente os colegas e professores, e se encanta imediatamente por Sky.

Os dois iniciam uma estranha amizade cercada de mistérios e palavras meio ditas, até que sua atração se torna muito forte para que consigam evitar, e passam a dividir muitos momentos juntos.

Durante todo o primeiro ato do livro há uma sensação de eminência, como se o perigo espreitasse as sombras e a qualquer momento algo grande pudesse se revelar; mas o romance que nasce entre Sky e Holder facilmente toma conta da narrativa, e é preciso certo auto controle para não se envolver com o romance dos dois e ignorar os detalhes.

Finalmente, após alguns momentos juntos e mais conversas reveladoras, a verdadeira direção da trama aparece. Os segredos que cercam ambos os passados dos dois começam a se desenrolar, pouco a pouco, gerando tensão e curiosidade, e envolvendo a leitura em muito mistério e dor.

Quando a realidade da seriedade do conflito se revela, já estamos a muito investidos no romance e na história de amor que se desenvolve, e tudo passa a acontecer, cada momento, velado sob esse véu de romance apaixonado, gerando certos sentimentos conflitantes.

Um dos fatos que me incomodou sobre a narrativa é que todas as informações são adquiridas através de diálogo entre os dois, ou seja, eles tem as respostas, mas não entregam tudo de uma vez, e isso gera, dentre outros problemas, uma ansiedade que não é muito satisfatória quando os fatos são finalmente revelados.

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E se eu puder me estender um pouco mais sobre Holder… Quando se lê John Green por exemplo, nota-se que ele escreve através dos olhos de garotos e garotas de dezessete anos com maestria, de forma que você fica completamente imerso e convencido de que está lendo mesmo o que se passa na cabeça de um adolescente, ainda que os conflitos psicológicos que ele aborda sejam complexos e doridos.

Não há uma desconexão entre a linguagem e o personagem. Nesse romance porém, há.

Holder tem muitos diálogos longos em que explica muitas coisas, inclusive como se sente e como pensa com relação a Sky, e quando ele fala há essa quebra da conexão entre personagem e leitor, porque suas falas o transformam imediatamente num homem de quarenta anos. Ele não soa como um garoto de dezoito anos em momento nenhum, e isso causa uma ruptura que é impossível para mim de ignorar.

O mais estranho sobre isso é que não é o mesmo caso com Sky. Ela pensa, age e reage como uma menina de dezessete anos, e por mais traumáticos que sejam os eventos de sua vida, em poucos momentos ela deixa de reagir como sua personalidade permite.

Com relação ao enredo em si, acho que o peso dos assuntos abordados como sequestro, estupro e suicídio, em dosagens homeopáticas podem e devem ser inseridos na discussão gerada pelos romances YA Jovem Adulto, até mesmo para gerar debate e conhecimento sobre esses trágicos problemas.

Porém, tratados com tamanha proporção como acontece nesse livro, tenho que dizer que em certo momento da leitura, se torna uma dor constante conviver com as páginas, e o debate que em si seria positivo e saudável, pode se tornar um tanto exaustivo, o que não é justo para com a temática e nem para com o leitor, que tem todo direito, e diria mais, a obrigação de manter as linhas de comunicação sobre esses problemas abertas para enaltecer o diálogo, sempre.

Dito isso, afirmo que gostei da leitura, mas queria ter amado. Porém minha sensibilidade para com romances trágicos foi por demasiadas vezes agredida, o que me impede de amar totalmente e com todo o coração o livro.

Se esse é um problema somente meu como leitora, tudo bem, é justo. Mas ainda que seja uma questão isoladamente minha, ainda assim não deixa de ser válida, pois todo leitor tem direito a uma opinião sobre o material que lê. Certo?


Boa leitura!

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O jogo vai começar. E você, está pronto para apostar tudo?

Conheça AQUI esse romance!

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