Resenha | Mas Tem Que Ser Mesmo Para Sempre?

Olá!

Esse post faz parte das minhas leituras de JULHO 2018.

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Continue lendo para conferir a resenha completa!


MAS TEM QUE SER MESMO PARA SEMPRE? – Sophie Kinsella

imagemLeia MAS TEM QUE SER MESMO PARA SEMPRE? no tablet ou smartphone com o app Kindle.


Título original: SURPRISE ME, 2018.

Versão lida: Em INGLÊS, Editora The Dial Press, 2018.

A autora

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Sophie Kinsella tem um post aqui no blog, na sessão CONJUNTO DA OBRA. Lá estão listados todos os seus trabalhos publicados até 2018, incluindo um pouco sobre ela e sua influência no meu trabalho como ESCRITORA. Confira o post acima para saber dos detalhes.

O livro

Juntos há dez anos, Sylvie e Dan compartilham uma vida feliz: uma bela casa, bons empregos, duas filhas lindas, além de um relacionamento tão simbiótico que eles sempre terminam a fala um do outro.

No entanto, quando os dois vão ao médico, ouvem que sua saúde é tão boa que provavelmente vão viver mais uns 68 anos juntos… E é aí que o pânico se instala. Eles nunca imaginaram que o “até que a morte nos separe” pudesse significar sete décadas de convivência.

Em nome da sobrevivência do casamento, eles rapidamente bolam um plano para manter acesa a chama da paixão: de um jeito criativo e dinâmico, passam a fazer pequenas surpresas mútuas, a fim de que seus anos (extras) juntos nunca se tornem um tédio.

Porém, assim que o Projeto Surpresa é colocado em prática, contratempos acontecem e segredos vêm à tona, o que ameaça sua relação aparentemente inabalável. Quando um escândalo do passado é revelado e algumas importantes verdades não ditas são questionadas, os dois – que antes tinham certeza de se conhecerem melhor do que ninguém – começam a se perguntar: quem é essa pessoa de verdade?

A mestra do gênero ataca novamente. Sophie Kinsella não decepciona, com mais um de seus romances cômicos divertidos, engraçados, profundamente humanos e incrivelmente adoráveis. Os adjetivos continuam eternamente.

Em MAS TEM QUE SER MESMO PARA SEMPRE? a autora apresenta uma nova heroína, Sylvie. (Kinsella é conhecida por sua série Shopaholic, na qual acompanhamos as aventuras se Becky.)

Sylvie é uma londrina de 32 anos, casada e mãe de gêmeas. Após uma visita ao médico para exames de rotina, Sylvie e seu marido Dan descobrem que estão em perfeita saúde, e que é provável que vivam por mais longos sessenta e oito anos juntos. A perspectiva é maravilhosa e assustadora ao mesmo tempo. Sylvie e Dan já terminam as frases e leem os pensamentos um do outro com tanta facilidade; estão profundamente conectados em todos os sentidos. Será mesmo que serão capazes de sobreviver a mais sessenta e oito anos de casamento? O que farão com todo esse tempo?

O desespero de Sylvie e Dan com relação a encontrar formas de preencher tanto tempo juntos dá início a um projeto engenhoso que, de acordo com Sylvie, evitará que eles enlouqueçam antes que o tempo passe. Ela propõe que eles inventem pequenas surpresas um para o outro de forma aleatória, para manter a relação interessante.

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Inicialmente, enquanto as pequenas surpresas tomam lugar na trama, somos apresentados a alguns detalhes importantes sobre Sylvie e seu passado. Seu pai, morto num acidente de carro a pouco tempo, deixou um buraco terrível nas vidas de Sylvie e de sua mãe. O homem era considerado um grande herói, sendo reconhecido pelo seu trabalho filantrópico e imenso charme, que era capaz de conquistar a qualquer um.

Ainda em vida, Dan e o sogro mantinham uma relação amigável, mas esta foi se deteriorando de repente, transformando a amizade em animosidade, o que resultou em total desisteresse por parte de Dan após sua morte. Sylvie sofre muito com isso, pois seu pai herói, considerado por todos praticamente um santo, não merecia a seus olhos que seu único genro fosse tão frio com relação a sua pessoa e seu legado.

Apesar desse pequeno detalhe, Sylvie julgava que tinha o casamento mais sólido e estável de que se tinha notícia, mas tudo começa a mudar quando pequenos momentos, mensagens de texto e conversas sussurradas pelos cantos a forçam a questionar a fidelidade do marido, e sua própria sanidade.

No trabalho nossa heroína também passa por uma grande mudança, um desafio que ela jamais esperou ser possível. O museu onde trabalha, um lugar regido pelo apego a velhas regras de conduta e comportamento, de repente se vê sendo repaginado e modernizado pelo sobrinho de sua chefe, a dona do lugar. O rapaz está decidido a renovar o museu para que possa competir de verdade com os outros museus da cidade, porém os padrões de Sylvie, a muito decididos e gravados em pedra, exigem muito esforço para ceder.

Em meio a esse turbilhão de emoções, observamos enquanto uma singela premissa sobre marido e mulher que decidem surpreender um ao outro com pequenos gestos, se revira numa grande mudança de paradigmas, revelação de segredos guardados a sete chaves, e muito amadurecimento pessoal.

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Kinsella explora a vida de uma família comum, de uma mãe e esposa satisfeita com sua pequena bolha, vivendo o dia a dia como se a vida fosse uma repetição eterna de pequenos padrões, e nos mostra com muito humor e sutileza como a vida pode nos surpreender, mesmo quando temos a certeza de conhecer todos os detalhes.

Sylvie passa a confrontar sua nova realidade, quebrar todos os seus padrões, e enfrentar mesmo aquilo que lhe causa dor confrontar; isso tudo é claro, depois de muitas maluquices geradas em sua cabeça pela paranoia e ansiedade, habilidades tão presentes nas heroínas de Kinsella.

Uma mulher em processo de amadurecimento parece ser tema recorrente em seus livros, principalmente uma que usa de suas pequenas loucuras para trazer mais felicidade a todos a sua volta, sempre mantendo o bom (ótimo) humor, e o coração repleto de boa vontade.

Sylvie conquista com seus pontos de vista mais do que ingênuos, de uma mulher que viveu uma vida privilegiada, cercada de pessoas que a amavam demais para deixa-la a par da realidade da vida, e suas imperfeições inerentes. Conquista mais ainda por se permitir crescer e realizar coisas fora de sua bolha, de encarar os fatos com a cabeça erguida, e acima de tudo reconhecer, sem medo, que as coisas as vezes precisam mudar, que a vida é uma sucessão e nada fica no mesmo lugar para sempre, e que o melhor que podemos fazer é nos adaptar a tudo, sempre procurando ver as coisas do melhor ponto de vista possível.

Sophie Kinsella segue sendo a minha escritora favorita, me apaixonando cada vez mais por seus livros, e me inspirando também a criar minhas próprias heroínas em crescimento, usando sempre de muito bom humor para realizar suas histórias e lhes permitir viver também a sua verdade.

Leitura maravilhosa! Extremamente recomendada.


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Se você ama os romances cômicos de Sophie Kinsella, então tem que conhecer os meus!

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