Resenha | Anne de Green Gables

Olá!
Esse post faz parte das minhas leituras de JULHO 2018.

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Continue lendo para conferir a resenha completa!


ANNE DE GREEN GABLES – Lucy Maud Montgomery

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Título original: ANNE OF GREEN GABLES, 1908.

Versão lida: E-book em INGLÊS, Editora MAPLELEAF BOOKS, 2014. (Esse livro faz parte de uma coletânea chamada ANNE: THE GREEN GABLES COMPLETE COLLECTION, que inclui todos os 10 livros da série e mais. Disponível no app KINDLE AMAZON em INGLÊS ORIGINAL por apenas R$2,32)

A autora

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L. M.  Montgomery nasceu em New London, na Ilha do Príncipe Edward, uma das províncias do Canadá, em 1874. Foi criada pelos avós por ter perdido a mãe quando tinha apenas dois anos.

Montgomery se formou em Pedagogia, e logo em seguida em Literatura, e foi professora por alguns anos até ter seus primeiros textos publicados por revistas e jornais da época. O lançamento do primeiro livro da série ANNE a consagrou como escritora, e ela passou a viver da literatura e principalmente de seus livros onde explora a vida da pequena órfã de cabelos ruivos, e muita imaginação.

A autora escreveu ao todo 10 livros que seguem vários estágios da vida de Anne, e morreu em 1942 aos 68 anos. Hoje Lucy Maud é considerada uma das autoras canadenses mais importantes do século XX, e sua literatura infanto-juvenil continua a encantar crianças e jovens em todo o mundo.

O livro

Uma menina de 11 anos, com cabelos ruivos, sardas e uma mente tão perspicaz quanto a de um cientista em busca de conhecimento, chega a uma terra onde as tardes são calmas; os pores do sol alaranjados; as florestas aconchegantes; e os rios suaves, como o ritmo do povoado.

Sua boca é uma matraca, e seus sonhos são maiores que moinhos de vento. Anne vai crescendo e crescendo, e de patinho feio revela-se um elegante e atento cisne, pronto para abrir suas asas e voar para além das veredas.

Mas a vida é feita de artimanhas, e a garotinha adotada pelos irmãos Marilla e Matthew tem algumas cercas a pular, sem jamais deixar seus sonhos desvanecerem, como algumas criaturas fazem.

Bem-vinda(o) a Avonlea, uma cidadezinha rural localizada da Ilha do Príncipe Edward, na costa do Canadá.

Avonlea, é claro, trata-se de uma cidade fictícia, que abriga não só a pequena fazenda de Green Gables, como também toda a comunidade que cerca a pequena órfã Anne e sua nova família, os irmãos Marilla e Matthew Cuthbert.

Anne, uma menina de 11 anos, pequena e ruiva, abandonada entre famílias que a exploravam pelo trabalho e orfanatos, se vê de repente sendo requerida por uma família que pretende adota-la. Anne, após ter passado por tantas situações traumáticas e sem nunca ter experimentado o carinho de um adulto que realmente cuidasse dela ou lhe mostrasse qualquer compaixão, se sente muito entusiasmada com a possibilidade de finalmente ter uma boa família.

Acontece que houve um engano, e na verdade os irmãos Cuthbert da fazenda Green Gables planejavam adotar um menino que ajudasse Matthew com o trabalho pesado, já que a idade avançada começava a se fazer presente naquela casa.

Anne, falante e cheia de vida, após muitos pedidos enfáticos e lágrimas derramadas, consegue convencer os irmãos a lhe dar a oportunidade de provar que seria de muita ajuda na fazenda, mesmo não sendo um menino.

Esses são os acontecimentos que cercam os primeiríssimos capítulos do livro, que se desenvolve em muitas situações cômicas e aventurosas, sempre seguindo o olhar e os pensamentos de Anne, que enxerga tudo com muita positividade e coragem.

O fator X, aquele aspecto que realmente te agarra e te faz querer continuar com a leitura é sem dúvida a personalidade de Anne.

A pobre menina, tão deslumbrada com as menores das coisas, é um exemplo de perseverança e boa índole. Apesar de ter todos os motivos para ser uma menina traumatizada pela vida e doente, Anne apresenta uma personalidade borbulhante, cheia de vida. Sua imaginação, aspecto tão importante para ela, é sua grande companheira. Até mesmo nas mais mundanas das situações, Anne é capaz de imaginar aspectos ilustrativos e literários, sempre incluindo contos de fadas e lendas urbanas em suas histórias inventadas, que ela garante tornam a realidade muito mais interessante.

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Apesar de cada capítulo de sua infância revelar um novo desafio, Anne segue sempre, ainda que entre lágrimas, confiando em sua habilidade de superar tudo, e consegue encontrar nas flores selvagens e nos galhos da cerejeira amigos verdadeiros, que jamais a decepcionarão.

Ao longo do livro, é verdade que Anne desenvolve uma relação de amizade com vários personagens, principalmente com Diana, uma menina de sua idade, filha do fazendeiro dono da propriedade vizinha, que tem os cabelos negros e o coração aberto para receber uma nova amizade.

Dentre as crianças da escola de Avonlea que Anne passa a frequentar, está o famigerado Gilbert Blythe.

Gilbert é um personagem conhecido e celebrado na comunidade literária, tido por muitos amantes da literatura clássica como um dos heróis da ficção mais queridos e apaixonantes da literatura infantil.

A princípio meu conhecimento sobre Gilbert era apenas baseado na citação de seu nome e personalidade por parte de outros personagens em livros que já li. Lara Jean, a heroína da trilogia PARA TODOS OS GAROTOS QUE JÁ AMEI, por exemplo, exemplifica Gilbert como seu “garoto ideal”, por ser um bom estudante com coração de ouro.

Confesso que durante a leitura, esperei pelo grande momento que me revelaria sem sombra de dúvidas, a marcante presença irrevogável do querido herói, que parece encantar a todos os leitores dos romances da série de Anne. Infelizmente, para mim, esse momento nunca chegou.

Há sim, sem dúvidas, a presença de sua boa índole e beleza marcada em vários momentos do livro, e Anne com certeza deixa muito claro que sua rivalidade acadêmica com Gilbert é o maior motivo para que ela decida se engajar com tanto afinco na missão de ser sempre a melhor aluna da escola, e consequentemente da faculdade que ambos pretendem cursar.

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Porém não foi até, literalmente, o último capítulo do livro que Gilbert causou a tal reação da qual todos parecem falar, e mesmo assim, não há tempo ou linhas de diálogo o suficiente para justificar tamanho frenesi.

Ele é um personagem charmoso e cheio de potencial, que é praticamente ignorado em mais de setenta por cento da trama, somente ganhando dois ou três momentos de destaque em cenas onde se expressa com o mínimo possível de falas; momentos esses sobre os quais Anne praticamente não reflete, ou seja, falha em nos passar seu ponto de vista com mais precisão do que eu gostaria.

Colocando a história em seu contexto histórico, e perfeitamente aceitável que Anne, que começa o livro com 11 anos e termina com 16, não devote muito de seu tempo a debater ou pensar sobre garotos, afinal, não se tratava de algo apropriado para a época. Além disso, a própria personalidade de Anne, sempre tão focada em aprender e desenvolver seus próprios sonhos e vontades, não permite que muita energia seja empregada na vã tarefa de despertar o interesse romântico de um garoto, ainda que ele seja tão charmoso quanto Gilbert Blythe. 

Portanto é completamente aceitável que o “romance” não ganhe formas nesse primeiro livro, apesar de ser totalmente justo que nós, como leitores, desejemos o contrário.

Para mim, como leitora ávida de romances, ANNE DE GREEN GABLES se classifica como um bom começo para o desenvolvimento da história de Anne, apesar de estar longe do que eu esperava. Orientada pelo amor que tenho para com a série da Netflix ANNE WITH AN E, senti muita falta de vários aspectos presentes na série que não tem embasamento nas páginas escritas por Lucy Maud, apesar de sentir que a ambientação, a sensação, e principalmente a verdade da protagonista estão mais do que presentes, e são bem retratados tanto nas páginas quanto nas imagens.

Haverá um post aqui no blog onde vou explorar mais a fundo a relação entre livro e série, apontando os pontos mais importantes tanto das semelhanças quanto das diferenças entre os dois projetos, por isso não vou me aprofundar muito agora. 

Ainda com relação ao livro, nos últimos dez capítulos, mais ou menos, acompanhamos um momento diferente na vida de Anne, já com 16 anos de idade, que ainda não tivemos a oportunidade de ver na série já citada. Personagens centrais da trama apontam por si mesmos que a personalidade borbulhante de Anne, já mencionada aqui como fator determinante para o sucesso da leitura, se torna algo muito menos presente, quase nulo, somente sendo revitalizada no capítulo final, e acho que isso faz com que seja criada uma “barriga” na história, que torna a leitura levemente menos desinteressante e até um pouco decepcionante com relação ao desenvolver dos fatos que a levam até o final da história.

É fato que a autora, Lucy Maud, não pretendia a princípio escrever sequências para seu romance de estreia, e apenas o fez pelo clamor dos fãs do livro, entendendo assim posteriormente que enquanto ela continuasse a escrever sobre Ane, continuaria a vender livros. Por casa disso, é possível fazer concessões para o fato de que, sim, o livro termina com uma história bem arrematada, com todos os seus detalhes bem arredondados e finalizados para dar fechamento ao ciclo. E que parte desse “arredondamento” da trama incluía, e deveria incluir, um período de amadurecimento emocional da personagem central onde suas características mais marcantes da infância ganhassem menos espaço em sua nova persona. 

Por causa disso e honestamente, para ter a oportunidade de conhecer mais a fundo Gilbert Blythe e seus tão ditos encantos, comecei de imediato a leitura do romance seguinte da série, ANNE DE AVONLEA. Fica a esperança de que muitas de minhas dúvidas sejam respondidas ao longo dos outros NOVE (!!!) livros da série. #DedosCruzados

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Para resumir, isoladamente ANNE DE GREEN GABLES é exatamente o que se espera de um romance infantil de época. Uma linda história sobre uma criança cheia de vida que queria apenas ser cuidada e amada, e que se regozijava no mundo a sua volta sem pedir nada em troca. Aflita por qualquer tipo de atenção, desde uma amizade verdadeira até mesmo uma família de verdade, entregava-se de corpo e alma para receber apenas migalhas de volta, e dessas migalhas fazia todas as suas refeições. É uma história sobre compaixão, carinho, e principalmente, sobre a valorização do potencial que as crianças tem para transformar, para melhor, a vida de qualquer pessoa que se permita receber seu amor.

Anne me encantou e se transformou, facilmente, em uma das crianças mais queridas da literatura. Ela me vendeu um mundo lindo, cheio de flores selvagens e caminhos de terra tortuosos por onde a imaginação passa, enxergando as mais belas coisas sem a menor dificuldade.

Sorte de quem conseguir enxergar o mundo através dos olhos de Anne.


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