Crítica | Nasce uma estrela

Olá!

Hoje tem crítica de cinema, e você vai conhecer mais a fundo o fenômeno NASCE UMA ESTRELA. Leia!

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NASCE UMA ESTRELA (A star is born) – 2018

Ficha técnica:

Direção: Bradley Cooper. Roteiro: Bradley Cooper, Will Fetters e Eric Roth. Estrelado por: Bradley Cooper, Lady Gaga, Sam Elliott, Andrew Dice Clay e Dave Chappelle.

O filme é a terceira refilmagem da versão original de 1937.

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Bradley Cooper (Jackson Maine) e Lady Gaga (Ally) deram ao mundo dos apaixonados por um bom filme dramático e musical um presentão nesse fim de ano. Nasce uma estrela apresenta talento e suas nuances da forma mais acessível, com honestidade e paciência.

O show da vida começou, e nós ganhamos ingressos para os melhores assentos da casa.

Bradley Cooper que não apenas estrela o longa, como também é co-roteirsta, diretor e produtor, apresenta um personagem fascinante de todos os pontos de vista. Desde os pequenos detalhes como sua pele queimada de sol, cabelos sujos e humedecidos pelo suor do palco, sua voz rouca e cansada, seus movimentos delicados, precisos e afetados por uma carga pesada de dor constante. Tudo isso, combinado com uma ternura à flor da pele que mostra em seus olhos o tamanho da adoração que Jack tem para com Ally.

Ally, interpretada por Gaga, carrega por todas as cenas uma honestidade bruta, uma personalidade verdadeira e energizada, moldada pelas dificuldades da vida real e pela presença inegável de uma paixão e um talento, tão grande quanto podem ser. Ela é uma garçonete cantora de boate que não considera com muita estima o próprio talento para a música.

Jack é um músico consagrado, um fantasma de si mesmo que se move de palco em palco revivendo dias de glória e mal percebendo o que se passa a sua volta, perdido numa nuvem de bebidas e drogas.

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Ao reconhecer um no outro algo familiar que os une, é iniciado um romance grandioso, cercado pela música e, que cresce a cada canção.

É belíssimo ver como a música permeia o relacionamento do casal, ainda que seu amor seja honesto e que eles vivam a realidade de uma relação humana, permeada igualmente por momentos lindos e por dificuldades. A conexão profunda que ambos os personagens tem para com sua arte parece gerar um outro nível de conexão entre eles, o que deixa tudo mais intenso e profundamente ligado.

Com o desenvolver da trama, Ally ganha reconhecimento pelo talento e, lhe são oferecidas oportunidades no meio artístico que enchem seus olhos. Ela não pensa duas vezes antes de agarrar as novas oportunidades e se jogar na carreira. Infelizmente, o estilo musical que Ally apresenta em sua nova fase não agrada Jack, que tem a própria visão com relação a integridade musical e, acha que Ally está se corrompendo e se entregando à indústria, esquecendo de quem realmente é.

É claro que essa discussão gera momentos de muita tensão entre o casal, o que seria esperado do roteiro. O que eu não esperava era que Ally se mantivesse firme com relação as suas escolhas, e não deixasse que as críticas que partiam da boca do músico que ela mais amava a fizesse questionar suas escolhas.

Dentre as muitas idas e vindas do relacionamento, em momento algum eles parecem desistir um do outro, o que mostra que apesar de todo o brilho e emoção do palco, aquilo que conecta os dois personagens está além da fama, além da própria música.

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Jack, apesar de talentoso e querido pelo público, enfrenta muitos problemas com seus fantasmas do passado, com as decisões de Ally, e principalmente com seu vício. Tudo isso gera uma bolha onde as coisas parecem acontecer apesar de tudo; apesar de sua dor e de sua incapacidade de quebrar o ciclo. O mundo da fama e do dinheiro sempre nos mostrou que os privilégios gerados pela vida do artista nem sempre produz resultados positivos, e como ser humano, até mesmo as “estrelas” são passiveis de corrupção.

A interpretação de Bradley Cooper recebe aqui todos os elogios possíveis. Ele usou de uma sensibilidade profunda e inspiradora para criar o personagem, e entregou algo que, acredito eu, mereça ser premiado pela comunidade cinematográfica.

Gaga não ficou atrás, e saiu por cima com sua interpretação honesta e grandiosa, provando seu talento e deixando em aberto a grande possibilidade de uma carreira sólida na atuação.

A trilha sonora do filme ganha destaque não só pelo elemento musical da própria trama, mas também por ser solidamente criada e explorada durante todo o longa, tronando-se parte essencial do roteiro e da emoção que o longa desejava passar a quem assistia. Se há alguma certeza com relação a premiações e indicações para Nasce uma estrela, eu apostaria minhas fichas no reconhecimento da trilha sonora inegavelmente superior.

Com relação a observações técnicas como iluminação, continuidade, ambientação e roteiro, reconheço esse filme como um trabalho completo e bem arredondado, felizmente criado para ser, por si próprio, suficiente. Temos sim muito o que referenciar com relação ao corpo de trabalho de ambos os protagonistas, mas acredito que para os não tão observadores ou apreciadores de cinema dramático, este longa se consolida  como um grande filme, completo e satisfatório, que se mantém firme nos próprios méritos e que possui muitos acertos para garantir sua longevidade.

Excelente sessão de cinema. Recomendo.


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Sinopse e primeiros capítulos DE GRAÇA aqui!

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