Resenha | O caderninho de desafios de Dash & Lily

Olá!

Hoje temos resenha no blog, com direito a romance fofinho adolescente! #Adoro

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O CADERNINHO DE DESAFIOS DE DASH & LILY – David Levithan e Rachel Cohn

Título original: Dash & Lily’s Books of Dares, 2010.

Versão lida: Inglês original, editora EMBER, 2010. Impresso.

Os autores

DAVID LEVITHAN já apareceu por aqui num post só seu, na seção CONJUNTO DA OBRA, onde detalho todo o seu trabalho como autor.

RACHEL COHN é uma escritora americana de ficção para jovens adultos. Seu primeiro livro, Gingerbread, foi publicado em 2002, e em parceria com David Levithan também escreveu mais quatro romances, incluindo NICK & NORAH – UMA NOITE DE AMOR E MÚSICA. 

O livro

Lily sente que chegou a hora de se apaixonar. Para achar sua cara-metade ela vai contar com o irmão, que ajuda a garota a criar uma série de tarefas num caderno vermelho. Quem o encontrar, em meio às prateleiras da mais caótica livraria de Manhattan, deve aceitar ou não seu desafio.

Dash, um lobo solitário, encontra o moleskine em sua livraria predileta, e os dois ousam trocar sonhos, desafios e desejos nas páginas do caderninho que será achado e perdido sucessivamente nos mais diferentes locais da cidade.

Senta que lá vem romance adolescente

Mais um romance delicinha pra gente sonhar acordado e voltar a adolescência?! SIM, POR FAVOR! O CADERNINHO DE DESAFIOS DE DASH & LILY renova e abusa de todos os motivos pelo qual sou APAIXONADA por um bom romance água com açúcar. Um cenário mágico – Nova York em pela semana de Natal – uma garota determinada e com um coração enorme, um herói amável e irritante na mesma medida. E uma história de amor com potencial para grandes feitos.

Ela

Lily é uma menina doce, meio reclusa e determinada a amar a época de Natal, mesmo que seus planos tenham sido todos frustrados. Seus pais decidiram fazer uma viagem ao melhor estilo segunda lua de mel, e a abandonaram no apartamento com o irmão mais velho, que passa mais tempo debruçado sobre o novo namorado do que “cuidando da irmãzinha”. Lily, que já não é das meninas mais populares do colégio, se vê injustamente sozinha, lutando para manter a chama do espírito natalino viva onde quer que vá.

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É quando seu irmão decide lhe dar uma ajudinha no quesito companhia, e cria um desafio inicial escrito num caderninho vermelho que juntos eles escondem numa das muitas prateleiras de sua livraria favorita, um lugar enorme e cheio de segredos e história, no centro de Manhattan. 

Lily não sente que haja um garoto em potencial que consiga dar prosseguimento ao desafio, mas ela não contava com um certo solitário que também fez da livraria um de seus refúgios na Big Apple. 

Ele

Dash é um daqueles garotos que amadureceu além de seus anos, e com apenas 17 já é conhecido por todos como sendo bocudo, aquele que tem respostas estranhamente espertas para tudo, e que arrasta uma chateação geral em torno de si.

Dash conseguiu convencer os pais divorciados a pensarem que ele estaria bem nesse Natal, quando na verdade ele simplesmente decidiu se rebelar contra a temporada, e passar a semana caminhando pela cidade, lendo muito e dormindo. Até que em uma de suas andanças pela livraria ele encontra o livro de Lily, o caderno de desafios, e decide que aquilo justifica sua atenção.

A jornada

Começa a brincadeira, e o que acontece em seguida é o que se espera. Como numa situação de gato e rato, Dash e Lily passam a se comunicar através do caderno, dividindo lugares e histórias especiais, enquanto se conhecem um pouco melhor e fazem companhia um ao outro.

Nova York se torna adoravelmente familiar enquanto seguimos os personagem de locação em locação, vivendo com eles cada instante e acompanhando em tempo real o nascimento e primeiros passos de uma linda paixão adolescente. 

Dash e Lily se complementam de forma sutil, sem dar muito na cara, e isso me encantou. São personagens ricos por si só, mas que se tornam instantaneamente mais ricos quando reunidos. O carinho desenvolvido entre os dois tem uma cheirinho de amor novo que quem já passou dos 25 conhece bem. #nostalgiaSIM

Concluindo a trama

É só quando chega o final do livro que preciso fazer uma mini crítica. Lily, a personagem que mas evolui e se transforma ao longo da narrativa, atende a todos os meus requisitos quando se trata de uma heroína adolescente. É querida porém forte e determinada, não tem vergonha de ser quem é e sabe que mesmo com todas as coisas ruins que enfrenta, sempre há possibilidade para se surpreender com coisas boas inesperadas. Com seus desafios, Lily tem novas experiências que a fazem ver o mundo com novos olhos, adquirir uma casca mais grossa para lidar com certas verdades da vida, e ao mesmo tempo mantém sua capacidade de ser positiva e borbulhante, até mesmo nas horas mais difíceis.

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Sua evolução ao fim da trama mostram um certo cuidado dos autores com esse aspecto. Ela nem permanece a mesma menininha do início, porém seu desenvolvimento pessoal é bem dosado para acompanhar a idade e o momento que ela vive.

Já Dash, com seu sarcasmo e suas frases certeiras, apesar de mostrar certos traços de desenvolvimento ao longo do livro, acaba na história um pouco, diria eu, empacado com a situação. Suponho que com garotos o ritmo seja mesmo diferente quando se trata de amadurecimento, e que a experiência que os dois viveram juntos tende a impactar muito mais a garota, nessa época da vida, do que os garotos em geral. Mesmo assim, por causa da forte personalidade apresentada por Dash desde o primeiro momento em que o conhecemos, eu esperava que sua revelação final sobre si mesmo, para si mesmo, contivesse um pouco mais de reflexão e auto conhecimento, e mais atenção aos detalhes. 

Ao invés disso, Dash mostra um certo deslumbre (característico da idade…) com a situação em que se encontra, e isso não permite que ele finalize a história com o nível de profundida que eu esperava.

Reflexão

Talvez por ter tido experiências muito boas com heróis de romances ultimamente, recebendo personagens desenvolvidos e eloquentes, para mim, voltar um pouco no tempo e permitir que um garoto de 17 anos haja como um se tornou um pouco decepcionante.

É bem verdade que eu via em Dash o potencial para se desenvolver um dos heróis de romance adolescente mais queridos de todos os tempos, porém, é compreensivo o pequeno desvio no caminho que os autores decidiram tomar.

Dito isso, é importante lembrar que esse livro tem uma continuação, que teve tanto sucesso quanto o original, e que já entrou para minha lista de leituras no momento em que fechei as páginas do primeiro.


Você já leu o segundo? Gostou? Me conta tudo!

Obrigada pela leitura, e até a próxima!

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